quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Quanto custa um ha de silagem de milho?

Veja os dados da planilha da Embrapa que podem auxiliá-lo:
Embrapa

sábado, 30 de março de 2013

Vantagens da IATF

Veja o vídeo: Scot Consultoria

Ambiência não é Bem-Estar Animal


Ambiência não é Bem-Estar Animal

Como citado em artigo aqui publicado em 2012 (O sistema de produção de leite não define o nível de bem-estar animal), ambiência animal não é sinônimo de bem-estar animal (BEA; Figura 1). Parece simples, uma vez que se conhece o conceito de ambos os termos, mas existem muitos que ainda não sabem diferenciá-los e, consequentemente, implantá-los de forma adequada nas propriedades leiteiras.

Figura 1. Esquema explicativo da complementariedade dos conceitos de conforto térmico, ambiência e BEA (Silva, 2012).

Bem-estar é um conceito amplo que considera, dentre diversos aspectos, a qualidade de vida física e mental do animal. Para favorecê-lo, deve-se fornecer água e alimento em quantidade e qualidade adequadas, ambiente confortável para o animal deitar e se movimentar sem dor, favorecer trocas sociais saudáveis entre os animais e o ser humano (Milkpoint, 2012). Conforto térmico é um dos diversos fatores aqui citados, que deve ser fornecido aos animais, influenciando positivamente no BEA.

Não é novidade que as fazendas leiteiras no Brasil passam por uma série de dificuldades em relação à ambiência de seus animais. Ambiência, na concepção da palavra, define-se pelo “meio em que vive um animal”, ou seja, tudo aquilo que faz parte de seu meio. Segundo o dicionário Aurélio, ambiência representa “o meio físico estético ou psicológico especialmente preparado para as atividades humanas” e/ou animais.

Quando o assunto em pauta é ambiência de vacas leiteiras, um dos pontos mais importantes e desafiadores é o conforto térmico. Muito tem se discutido sobre o assunto, principalmente por influenciar diretamente aspectos produtivos e reprodutivos e, assim, o bolso do produtor.

Vacas devem estar em conforto térmico para serem mais eficientes, isto é, não precisam dispor de mecanismos termorreguladores para estarem em sua zona termoneutra, e consequentemente, não estarão gastando energia para alcançar isto. Desta forma, esta energia será direcionada à produção de leite.

Sabe-se que, sob condições de estresse térmico, as vacas reduzem o consumo de alimento, na tentativa de diminuir a taxa metabólica e a produção de calor endógeno. Neste cenário, minimizar o estresse térmico evita, por exemplo, estas mudanças de consumo, o que influenciaria negativamente na produção de leite. 

É importante enfatizar que quanto mais a vaca deixa de gastar energia tentando manter-se na zona termoneutra, mais ela disponibiliza esta energia para se alimentar e reverter isto em leite.

Pode-se citar a adoção de um manejo simples e extremamente eficiente. Collier (1985) já observava sobre o efeito positivo do sombreamento na produção de leite. Mesmo para vacas em transição, a sombra é eficiente em diminuir a carga térmica radiante e beneficiar a produção de leite subsequente (Tabela 1).



Em conforto térmico, as vacas descansam e aproveitam melhor os recursos oferecidos. Segundo Matzke (2003), vacas que produziram mais, também descansaram mais (Tabela 2). Em zona termoneutra, poderão usufruir mais e melhor de outros aspectos, que também são essenciais para a otimização da produção: adequada nutrição, saúde, área de descanso, temperatura, ambiente favorável para demonstrar comportamento natural.



Deve-se considerar que a ambiência, o conforto térmico e o BEA estão intimamente relacionados, entretanto, cada um tem sua própria definição e contribuição no sistema de produção. Entendê-los é de extrema importância para que as decisões sejam tomadas de acordo com a possibilidade e realidade de cada propriedade leiteira. 

O que deve ser deixado bem claro nesse texto é que não se produz leite de qualidade sem considerar a importância dos aspectos citados. Cabe ao produtor adequar as ações positivas que deverão ser implantadas em seu processo produtivo, de forma que o planejamento seja a curto, médio e longo prazos, agregando consequentemente nos resultados finais esperados. É necessário que o primeiro passo seja dado.

Referências Bibliográficas

COLLIER, 1985. Citado por CAMPOS, E.F. (2009). Manejo e cuidados necessários durante o período de transição – Pré-parto. 
MATZKE, W. C. 2003. Behavior of large groups of lactating dairy cattle housed in a free stall barn. M.S. Thesis. Univ. of Nebraska, Lincoln.
SILVA, I.J.O. Ambiência Pré e Pós Porteira: novos conceitos da ambiência aninal. SIMCRA - Simpósio de Construções Rurais e Ambiência. Palestra - Cd-Rom -. UFV, Viçosa, 2012.
[Milkpoint]. 2012. O sistema de produção de leite não define o nível de bem-estar animal. 
Fonte: Milk Point

quinta-feira, 14 de março de 2013

“Quem está comendo o miolo do nosso filé?”


Por  em 3 de março de 2013


 esta semana estava pensando: pecuarista tem a sua margem esmagada anos (ou décadas) a fio, como uma enormidade de analistas mostram. Os frigoríficos parecem estar querendo ingressar neste nosso “seleto clube das margens pequenas”, do qual somos “sócios-fundadores”. Pelo menos, nos últimos 2 meses, estão “nos visitando com mais frequência”…
Enquanto isto, ao ver a minha carteira de ações (sou um micro-micro investidor via homebroker), notei que comprei ações do Pão de Açúcar (PCAR4) por pouco mais de R$ 60 no finalzinho de 2011 e me assustei ao ver a tela do computador no final desta semana: elas bateram os R$ 100. Foi uma rentabilidade de mais de 3% ao mês de lá para cá, considerando o meu sistema de análise. E olha que neste período todo houve algumas confusões de grande calibre com o alto escalão desta empresa… Nem isto fez o mercado desvalorizar esta empresa, símbolo do varejo. E a BMF só valoriza empresas de bom desempenho financeiro.
Por sinal, se eles estão indo bem, certamente tem na carne uma fatia importante de seu faturamento e como um dos principais atrativos de clientes. Não é a toa que nas propagandas de horário nobre da Globo aqui em Goiânia, as duas maiores redes colocaram o contra-filé como protagonista do comercial desta sexta-feira.
Tudo bem. Ganhei dinheiro na bolsa com as ações, pois a empresa acima é a minha maior aposta. Mas, o fato, para mim, é uma pista inquestionável: será que não ficamos aqui no “Front”, guerreando infindavelmente e enquanto isto, alguém come o miolo do nosso filé, bem “debaixo de nossas barbas”, no melhor estilo “come-quieto mineirinho”?
Artigo completo:

terça-feira, 12 de março de 2013

Rumo ao pior ano da logística agrícola!

Rumo ao pior ano da logística agrícola (publicado em 27/02/2013)
 

 
Marcos Sawaya Jank *
Reprodução permitida desde que citada a fonte
 
Este ano o Brasil está colhendo a maior safra da sua História. Serão 185 milhões de toneladas (MT) de grãos e oleaginosas, 11% mais do que na safra anterior. Viramos o primeiro produtor (84 MT) e exportador (41 MT) mundial de soja. Também tomamos dos americanos a posição de primeiro exportador mundial de milho (25 MT, ante 23 MT dos EUA), um fato inédito e surpreendente que decorre da terrível seca que atingiu aquele país em meados do ano passado e provocou uma quebra de safra superior a 110 milhões de toneladas de grãos.

Em recente evento de que participei nos EUA, a principal questão não era saber a estimativa de quanto o Brasil vai produzir nesta safra, mas sim os volumes de soja e milho que serão efetivamente escoados através de nossos portos até o início da próxima safra americana. Ninguém mais tem dúvida de que o Brasil consegue responder rapidamente na produção. Basta dizer que só na soja ampliamos a área plantada em quase 3 milhões de hectares em apenas um ano. A segunda safra de milho - erroneamente chamada de "safrinha" e plantada após a colheita de soja no mesmo ano agrícola - superou a safra de verão em mais de 6 MT nos dois últimos anos. Trata-se de uma notável vantagem competitiva da agricultura tropical, que jamais vai ocorrer em países de clima temperado.

Acontece que em apenas um ano aumentamos a nossa exportação "potencial" de milho e soja em 18 milhões de toneladas, 36% mais do que na safra passada. Vale notar que o grosso da expansão de soja e milho se dá nos Estados de Mato Grosso, Goiás e Bahia, em áreas que se situam entre 1.000 e 2.300 km de distância dos portos. Se somarmos ainda as exportações de 25 MT de açúcar e a importação de 18 MT de matérias-primas para fertilizantes, não é de espantar que este ano assistiremos, passivos e apavorados, à maior asfixia na logística de granéis da nossa História!

Neste momento, as filas de navios para atracar nos Portos de Santos e de Paranaguá estão duas a três vezes maiores do que há um ano. Na última quinta-feira havia 82 navios esperando para carregar grãos no Porto de Paranaguá, ante 31 nesta mesma época do ano passado. Em Santos havia 59 navios, ante 29 há um ano. O custo médio de demurrage de um navio parado esperando carga é de US$ 30 mil por dia. Em seminário do Banco Itaú-BBA realizado na semana passada, operadores relataram que para evitar 45 dias de fila de espera em Paranaguá eles decidiram mandar os caminhões para o Porto de Rio Grande, onde as filas duram menos de dez dias. Ou seja, depois de rodar 2.300 km do norte de Mato Grosso até Paranaguá, a soja ainda tem de rodar outros 1.100 km para pegar uma "fila mais rápida" no Rio Grande do Sul. Uma verdadeira insanidade!

Para complicar ainda mais, a Lei 12.619, que restringe a jornada de trabalho dos caminhoneiros e o tempo de condução dos veículos, teve o efeito prático de "retirar" mais de 500 mil carretas das estradas. Os fretes de cargas já subiram entre 25% e 50% este ano. Além disso, o processo de votação da Medida Provisória n.º 595 - a chamada MP dos Portos, que propõe novas regras para a modernização destes - tem produzido uma sucessão de greves em escala nacional, que só tende a piorar com o avanço das negociações.

Essa situação calamitosa nos leva a pelo menos três reflexões importantes. A primeira delas, e mais óbvia, é a necessidade urgente de votar os novos marcos regulatórios que modernizariam a logística brasileira, particularmente a MP dos Portos. Apesar da calamidade nas estradas, da insuficiência histórica de ferrovias e hidrovias e da falta de armazéns (nossa capacidade de armazenagem equivale a 72% da safra de soja e milho, ante 133% nos EUA), o pior gargalo do País neste momento, de longe, são os portos. É hora de vencer a reserva de mercado, a burocracia e o corporativismo de um dos setores mais atrasados da economia brasileira.

A segunda é a necessidade urgente de viabilização sistêmica da nova logística do Norte do País, traduzida no escoamento pelos Portos de Itacoatiara (Rio Madeira), Santarém (Amazonas), Marabá (Tocantins), Miritituba (Teles Pires/Tapajós) e Vila do Conde (confluência do Amazonas e do Tocantins, no Pará), na conclusão da pavimentação das rodovias BR-163 e BR-158 e das Ferrovias de Integração Norte-Sul (FNS), Centro-Oeste (Fico), Oeste-Leste (Fiol) e Transnordestina. Basta dizer que 60% da produção de grãos se concentra nos cerrados, que serão beneficiados pela nova logística, mas só 14% dela é hoje escoada pelos portos do Norte e Nordeste. A viabilização dos novos corredores permitiria exportarmos com navios Capesize, que transportam 120 mil toneladas de grãos, o dobro da capacidade dos navios Panamax, hoje utilizados. Com a futura passagem desses navios pelo Canal do Panamá, em 2014, será possível reduzir em pelo menos 20% o frete marítimo para a China, que já responde por 40% da nossa exportação de grãos, além da redução potencial dos fretes terrestres, pelo uso de ferrovias e hidrovias.

A terceira reflexão tem que ver com o longo prazo. Precisamos estudar qual seria o melhor modelo de inserção do Brasil no agronegócio global do futuro. Hoje estamos engargalados num sistema ineficiente de transporte de soja e milho por caminhões, portos velhos e caros e navios pequenos. Milho e soja servem basicamente para produzir ração para bovinos, suínos e aves, que vão produzir a proteína animal consumida por países que estão do outro lado do planeta.

Num momento em que vários países constroem políticas comerciais mais agressivas - vide o anúncio do novo acordo EUA-União Europeia e a miríade de acordos asiáticos -, não seria a hora de repensar as nossas cadeias de suprimento, buscando explorar a combinação de maior eficiência e valor dos grãos, carnes e lácteos que serão demandados no futuro?

* é especialista em Agronegócio e Bioenergia, e foi presidente da Unica e do Icone. E-mail: marcos@junk.com.br.

Fonte: O Estado de São Paulo
Minha fonte: Bigma

Qual a rentabilidade da pecuária?

Trabalho da Exagro mostrou que a rentabilidade de empresas que usam consultoria ("clientes") são bem mais rentáveis e competitivas que propriedades não assistidas ("diagnóstico"). A rentabilidade de propriedades com assistência tiveram rentabilidade média de R$ 146,10 / ha contra R$ 24,50 / ha das não assistidas.


Fonte: Exagro, maio 2011.

Veja a análise completa do trabalho no Beef Point


domingo, 3 de março de 2013

5 S - Vale a pena praticar!

5 S - Vale a pena praticar!

O 5S é o bom-senso que pode ser ensinado, aperfeiçoado, praticado para o crescimento humano e profissional. Convém se tornar hábito, costume, cultura.

O 5S surgiu no Japão no início dos anos 1950. A sigla 5S saiu de cinco palavras japonesas que começam com a letra S.


Senso de Utilização:


Desenvolver a noção da utilidade dos recursos disponíveis e separar o que é útil de o que não é. Destinar cada coisa para onde possa ser útil.

Senso de Ordenação:
Colocar as coisas no lugar certo; realizar as atividades na ordem certa.


Senso de Limpeza

É tirar o lixo, a poluição; evitar sujar, evitar poluir.


Senso de Saúde

Padronizar comportamento, valores e práticas favoráveis à saúde física, mental e ambiental.


Senso de Autodisciplina

Autogestão, cada um se cuidando,  adaptando-se às novas realidades de modo que as relações com o ambiente e pessoais sejam recicláveis e sustentáveis de forma saudável.

Seiri
Senso de Utilização
Seiton
Senso de Ordenação
Seisou
Senso de Limpeza
Seiketsu
Senso de Saúde
Shitsuke
Senso de Autodisc;;iplina

Fonte: http://www.5s.com.br/e/a_oquee5s/a_oquee5s.htm


quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Por que os preços das fazendas estão em alta?

Veja no site do Beefpoint uma entrevista concedida por Ricardo Amorim sobre preços de terras:

Canal Rural

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Veja previsões para agricultura e pecuária brasileira em 2013.


-A +A

Veja previsões para 10 setores da economia brasileira em 2013 (Fonte: Beefpoint).

O resultado oficial do produto interno bruto (PIB) de 2012 será divulgado apenas em março, mas as perspectivas indicam um crescimento muito baixo na economia brasileira, próximo a 1%. Para 2013, o ano deve ser de leve recuperação, mas ainda longe de registrar uma expansão econômica robusta. Após várias quedas consecutivas nas expectativas, o Boletim Focus mais recente projeta uma alta de 3,08% no PIB deste ano.
Diante desse cenário, alguns setores acabam sendo os mais afetados. Outros, porém, apontam boas perspectivas para o ano. Confira as projeções, oportunidades e desafios para dez setores da economia brasileira em 2013.
Pecuária
O setor de proteínas no Brasil, especialmente no segmento de bovinos, tem tudo para se destacar no ano por dois motivos principais, como explica Paulo Pinese, sócio da Deloitte na área de consultoria tributária e especialista no setor de agronegócios.
Um deles é pelo tamanho do rebanho brasileiro, um dos maiores do mundo explorados comercialmente. Em segundo lugar, o país tem muita área de pasto. Como explica Pinese, isso aumenta a competitividade da carne brasileira, que utiliza muito menos ração e mais pasto na alimentação do gado, ganhando qualidade e preferência pelo mundo.
Desafios
Um dos pontos de atenção para a pecuária brasileira é a proibição de carne nacional que alguns países colocam após identificarem possíveis contaminações. Segundo Pinese, o Brasil já eliminou diversos desses problemas, mas em algumas ocasiões localizadas, essas proibições podem acabar pressionando o preço das carnes.
Além disso, para outros tipos de proteínas, como frangos, existe a questão dos preços alimentação, feita por produtos como milho e soja. Assim, os valores estão muito ligados ao sucesso da safra agrícola.
Agricultura
A safra agrícola deve ter novo recorde em 2013. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas deve chegar a 178 milhões de toneladas em 2013, 9,9% maior que a de 2012, quando o volume colhido já havia sido o maior da série histórica.
Paulo Pinese destaca dois fatores que impulsionam o setor. “Na agricultura não há forte intervenção do governo e há profissionalização”, diz. Além disso, o Brasil tem alta produção excedente, o que ajuda o país a se destacar também na exportação.
Desafios
O maior desafio para o setor é incontrolável: o clima. Além desse, Pinese também destaca a questão da infraestrutura. Segundo ele, o Brasil consegue sim escoar sua produção excedente, porém com tempo e custos muito altos, acima do que seriam com uma infraestrutura eficiente.
Veja os demais setores no link:
Beefpoint

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

CADE investigará expansão do JBS

CADE investigará expansão do JBS - Veja a matéria do Estadão:
CADE investiga JBS - Estadão

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Então Deus criou o Produtor Rural!


E no oitavo dia, Deus olhou para seu paraíso e disse: “Preciso de alguém que cuide desse lugar”.

Então Deus fez o produtor rural.

Deus disse, “Preciso de alguém disposto a levantar antes do amanhecer, tirar leite, trabalhar o dia inteiro, tirar leite novamente, jantar e ir até à cidade e ficar até depois da meia noite numa reunião de conselho escolar”.

Então deus fez o produtor rural.

Deus disse, “Preciso de alguém disposto a passar a noite acordado cuidando de um potro recém-nascido, vê-lo morrer e enxugar os olhos e dizer, “talvez ano que vem”“.

Preciso de alguém que possa transformar um tronco de árvore em um cabo de machado, ferre um cavalo com um pedaço de pneu usado, que possa fazer um arreio com pedaços de arame, sacos de ração e sapatos velhos.

Alguém que, durante a época de plantio e de colheita encerre suas 40 horas de trabalho semanais na terça-feira ao meio dia e passe mais 72 horas penando em cima do trator.

Então, Deus fez um produtor rural.

Deus disse, “Preciso de alguém forte o suficiente para derrubar árvores e empilhar fardos, mas ainda gentil o suficiente para aparar cordeiros recém-nascidos, desmamar porcos e cuidar de galinhas, que seja capaz de parar seu trabalho por uma hora para cuidar da perna quebrada de passarinho”.

Deve ser alguém capaz de arar fundo, reto e sem cantos.

Alguém que semeie, capine, alimente, crie, e dome, e are, e plante, e transforme lã em linha e coe leite.

Alguém que mantenha uma família unida com a partilha de laços fortes.

Alguém que sorria, e depois olhe e agradeça com um sorriso nos olhos quando seu filho diga que quer passar o resto da vida fazendo o que seu pai faz.

Então Deus criou o produtor rural.


Veja o vídeo:  


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Custo acumulado de produção aumentou 117% de 2004 a 2012, reduzindo margem do pecuarista


Custo acumulado de produção aumentou 117% de 2004 a 2012, reduzindo margem do pecuarista

Por André Luíz Barbosa Delgado, Nicole Rennó Castro; Mariane Crespolini dos Santos e Sérgio De Zen*
Objetivos
A pecuária é um setor de extrema importância para a economia brasileira e que vem apresentando consistente crescimento nas últimas décadas. De acordo com dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA, 2012), o Brasil se destaca no contexto mundial, como o maior exportador e segundo maior produtor de carne bovina. Em 2011, segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC, 2012), o país foi responsável por 21% das exportações mundiais do produto, ainda que a pecuária de corte brasileira tenha no mercado interno o seu maior consumidor.
A proposta deste trabalho é analisar como evoluíram o custo de produção e a arroba do boi gordo no período de 2004 a maio de 2012, buscando avaliar a evolução da margem do pecuarista brasileiro.
Métodos
Os dados de custo de produção e valor da arroba foram obtidos através dos dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) do projeto Custo de produção em pecuária de corte. Estes possuem periodicidade mensal.
O Cepea calcula dois diferentes índices de custo, o Custo Operacional Efetivo (COE) e o Custo Operacional Total (COT), sendo que neste trabalho será utilizado o COE, que não inclui depreciação. Para comparar a evolução do COE e da arroba, os índices foram transformados para base de janeiro de 2004.
Resultados
O custo do pecuarista, desde 2004, acumulou alta de 116,73%. A média mensal do indicador do bezerro (Mato Grosso do Sul), e os preços do grupo de suplementação mineral, insumos de expressivo peso nos gastos totais, apresentaram aumentos de 95%, e de 141% respectivamente no período. O custo da mão de obra, por sua vez, foi o que mais aumentou. Os salários acumularam alta superior a 170% no período. A figura 1 mostra a evolução dos índices acumulados de preços dos principais insumos da pecuária, e do COE.
O aumento mais expressivo de custo, superior a 36%, ocorreu em 2008, ano em que os preços de importantes insumos aumentaram, como dos produtos para suplementação mineral, 83%, e o bezerro, 36%. Os preços dos adubos e corretivos também apresentaram alta, superior a 40%, influenciada pela força da demanda mundial por alimentos no primeiro semestre, que impulsionou o consumo de insumos de produção agrícola. Como o fortalecimento da demanda por fertilizantes, por sua vez, influencia no aumento do preço da matéria-prima dos adubos, e os sais minerais compartilham esta matéria-prima, pode-se dizer que o aumento da demanda por alimentos, também impactou na alta dos preços da suplementação mineral.
Figura 1: Evolução das variações acumuladas do COE e dos índices de preço dos principais insumos.
Fonte: Cepea/Esalq/CNA (2012)
Em 2009, ao contrário, foi observada a única redução de custo do período, de 12,35%. Neste ano, os preços do bezerro, dos produtos de suplementação mineral e dos adubos e corretivos apresentaram reduções, de cerca de 9%, 27% e 24%, respectivamente, relacionadas à eclosão da crise financeira mundial. Para os adubos, por exemplo, que contém derivados de petróleo, a queda nas cotações deste, dada retração da demanda mundial, foi que pressionou os preços.
No mesmo período, o preço da arroba representado pela média mensal do indicador ESALQ/BM&F, teve alta acumulada de 69%. Em 2010, especificamente, foram alcançados preços recordes da arroba, e este aumento de preço não foi acompanhado por alta no custo de tamanha magnitude, então a margem do pecuarista apresentou grande recuperação neste ano, se aproximando ao máximo da margem observada em 2004, no início do período. Os elevados patamares de preços em 2010 foram influenciados pela forte demanda interna, de forma que em novembro o Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa atingiu R$117,18, preço real mais elevado da série que tem início em 1997.
Mas apesar do ganho de margem observado em 2010, comparando-se as variações acumuladas do custo e da receita, pode-se dizer que o pecuarista brasileiro perdeu margem de 2004 a maio de 2012 - figura 2.
Figura 2 - Evolução das variações acumuladas do COE e da arroba (média mensal indicador Esalq/BMF)
Fonte: Cepea/Esalq/CNA (2012)
Destaca-se o caso de 2008, quando apesar da maior alta de custo do período, a arroba também apresentou expressivo aumento no ano, relacionada à restrição de oferta no primeiro semestre.
A tendência de queda da margem do pecuarista foi acentuada em 2012. Neste ano, a queda da arroba aliada a alta acumulada do custo pressionou a margem de forma que em abril de 2012, a diferença entre os valores acumulados do COE e da arroba (representando a variação de margem), em pontos percentuais, é a maior da série, que se inicia em 2004.
Conclusões finais
No período analisado neste trabalho, pôde-se observar aumento acumulado de 116,7% do custo, que ocorreu de forma mais acentuada em 2008. Este aumento foi devido, essencialmente, a insumos de maior representatividade nas despesas, como o bezerro, os produtos para suplementação mineral e a mão de obra, cujos preços apresentaram expressivas altas no período. Os preços dos adubos e corretivos também aumentaram, apesar de estes representarem um menor peso nas despesas totais. Já em 2009, houve redução acumulada do custo. Tal redução se relaciona, entre outros, às retrações de demanda devidas a eclosão da crise financeira mundial.
Quanto à análise da evolução da relação entre receita e custo, pôde-se observar que o pecuarista brasileiro perdeu margem no período analisado, que vai de 2004 a maio de 2012. Esta perda foi de certa forma atenuada em 2010, quando o expressivo aumento do preço da arroba, relacionado à forte demanda interna, compensou a alta no custo e a margem do pecuarista se recuperou, chegando a níveis próximos ao observado em 2004. Nos anos seguintes, a margem retornou a tendência de queda, que foi expressivamente acentuada a partir de dezembro de 2011, e em 2012, alcançando o pior patamar da série analisada.
André Luíz Barbosa Delgado Nicole Rennó Castro e  Mariane Crespolini dos Santos são Graduandos pela ESALQ/USP.
Sérgio De Zen é Professor Doutor do Departamento de Economia, Administração e Sociologia da ESALQ/USP e pesquisador do CEPEA-ESALQ/USP.
Referências Bibliográficas
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS INDÚSTRIAS EXPORTADORAS DE CARNES (Abiec). Estatísticas. Disponível em: < http://www.abiec.com.br/#> Acesso em: 01 jun. 2012.
BRASIL. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - MAPA. Agronegócio Brasileiro em números. Disponível em: < http://www.slideshare.net/MinAgriculturaBrasil/agronegcio-brasileiro-em-nmeros> Acesso em: 01 jun. 2012.
CENTRO DE ESTUDOS AVANÇADOS EM ECONOMIA APLICADA (Cepea). Custos de produção. Disponível em: Acesso em: 01 jun. 2012.
Fonte: Beefpoint

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

O preço do boi está ruim ou a margem mudou de dono?

Um amigo levantou os preços de boi que ele vendeu de 2003 a 2012. Analisando os dados, ele verificou que  " o salário médio de peão de campo no Mato Grosso do Sul em 2003 era R$ 390,00 e atualmente R$ 1150,00. Em uma conta simples, a conclusão é que o valor da @ atual deveria estar na faixa de R$ 150,00" para ter o mesmo poder de compra do salário de hoje.  

Fiz uma comparação com os preços de venda dele com a variação da carne moída comecializada no varejo em São Paulo e se verifica que o preço da carne no varejo aumentou muito mais que a arroba do boi, respectivamente 117,3% e 68,1%. O gráfico abaixo mostra bem este aumento ao longo dos anos.




sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Como está o manejo de suas pastagens?

Faça o download da planilha no link abaixo e confira como está o manejo de suas pastagens:
Tabela_Manejo_de_Pastagens_IZ_13_1.xlsx

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Marcos Bassi fala de churrasco.

Marcos Bassi dá dicas de churrasco no programa de Fátima Bernardes:
Churrasco com Marcos Bassi